terça-feira, 26 de junho de 2012

“Entrai pela porta estreita” (Mt 7, 13)

Terça feira da XII Semana do Tempo Comum
Terça, 26 de junho de 2012

“Entrai pela porta estreita” (Mt 7, 13)

Para entrar na vida prometida por Cristo e preciso esforço e sacrifício. É preciso um curvar-se por parte de nossa humanidade, reconhecendo-se pequena. Poucos encontram esse caminho por que vão pela via mais fácil, menos dolorosa...
O esforçar-se de nosso espírito é um exercício que gera frutos por que fortalece os “músculos” de nossa alma. Impedem que as “gorduras” dos vícios se acumulem em nossa vida. Mas para isso, é preciso renúncia, muitas negações.
Os puros de coração, queridos por Deus, são aqueles que de fato purificaram a sua alma nesse exercício de vida. Para isso, é preciso refletir, curvar-se diante de si mesmo, sabendo ver em nosso interior o que precisa ser trabalhado e modificado.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

“Não julgueis...” (Mt 7, 1)

Segunda feira da XII Semana do Tempo Comum
Segunda, 25 de junho de 2012

“Não julgueis...” (Mt 7, 1)

Julgar significa definir uma verdade sobre alguma coisa ou alguém. Implica conhecer a realidade julgada. O conjunto que a envolve, as condições que a cercam. Até que ponto temos essa capacidade? O que sabemos, de fato, sobre o mundo que nos envolve?
O julgar, muitas vezes, é um desvio do nosso eu que se esquece de si mesmo para olhar realidades que estão fora. É um negar conhecer e aprofundar a própria vida em toda a sua complexidade para definir coisas externas.
Há muito mais o que conhecer e “julgar” dentro de nós do que fora. Há um mistério a ser descoberto, um mundo a ser conhecido muito mais próximo do que imaginamos. Não podemos fugir dessa riqueza, não podemos perder o grande benefício em aprofundá-la...

O grande anúncio


“João é o seu nome” (Lc 1, 63)

Ao celebrar a solenidade de São João Batista vemos o grande sinal da presença de Deus em nossa história. Presença que se atualiza em misericórdia. Essa vem como uma grande novidade, fugindo das nossas lógicas, dos nossos méritos. É dom que se faz vida, que gera a vida do nada de nossa existência.
Os que viram aquele fato ficavam realmente maravilhados com a misericórdia do Senhor. Sim, de uma estéril Deus faz brotar a vida. Essa nunca é obra humana, mas projeto que ultrapassa as nossas perspectivas, que faz parte de um projeto de salvação, onde Deus vive, atua e purifica a nossa história. Onde não há mais esperanças, Deus vem e retoma no seu grande plano de colocar o homem no centro e no ápice da criação.
Mas como? Não há na história nenhum precedente? Não há pessoa alguma que tenha realizado tal coisa? Sim. O nascimento de João abre para a humanidade às portas de um grande anúncio que estava por vir. Nada parecido tinha ocorrido, as profecias, por mais que se aproximassem dessa realidade, ainda estavam veladas no mistério. Sim, o seu nome será João. Ele torna real a grande novidade do Deus que vem a nós e prepara a nova criação.
Só diante desse anúncio que o silêncio de Zacarias é quebrado. Não havia palavras para descrever o que estava para acontecer. Era um fenômeno que ultrapassava as categorias sociais, humanas e lógicas daquele povo. Algo de grande estava para iniciar. O seu silêncio também nos ajuda a calar diante do mistério do Deus que se faz presente em nossa história e age de uma maneira que não esperamos.
“Quem vai ser esse menino?” (Lc 1, 66). Ele é anuncio de um novo nascimento. Uma vida nova que brota da esperança e da confiança em Deus. Uma vida que ultrapassa as nossas estruturas, que quebra a nossa vontade de domínio, que destrói o nosso orgulho sobre nós mesmos, sobre o outro e contra Deus. Ele é esperança em Deus, em sua presença em meio aos homens com dom de vida, vida plena.
“Ele vivia nos desertos” (Lc 1, 80). Em constante combate, sendo, assim, sinal da grande luta que estava por acontecer. A grande batalha entre Deus e os anjos do mal. Essa, pelo mistério da cruz, apresenta a grande derrota, o maior dos inimigos é vencido, mostrando que Deus é Senhor de nossa história, Senhor da Vida.

Sábado da XI Semana do Tempo Comum

Sábado, 23 de junho de 2012

“Ninguém pode servir a dois senhores” (Mt 6, 24)

O homem é muito mais do um ser vivo, muito mais do que um animal. Ele possui o sopro divino que o torna participante da vida em Deus. Com isso, ele é chamado a cumprir esse fim último de sua criação: viver como filhos de Deus.
Essa filiação requer de nossa humanidade a integridade de vida, um caminhar livre e decisivo para cumprir esse projeto. Essa opção não pode ser dividida, mas deve ser completa. Do contrário, desfiguramos a nossa identidade, fragmentamos o nosso “eu”.
Que nós possamos caminhar segundo a Senhoria de Deus. Ele providencia tudo o que nós precisamos de fato. Como verdadeiro Pai, a única condição para sermos acolhidos é estar em sua presença, em sua casa, em comunhão com os nossos outros irmãos.

Sexta feira da XI Semana do Tempo Comum

Sexta, 22 de junho de 2012

“Onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mt 6, 21)

Se vivemos em comunhão com Deus, o temos como centro de nossa vida. Ele é o paradigma de todas as nossas ações, do contrário, tudo se dispersa. Perdemos o rumo, o ritmo, a nossa própria identidade, porque não sabemos a que fim chegar.
Uma vida sem destino é uma existência sem fim, sem foco, que perde toda a sua luz. Não conseguimos, com isso, enxergar saídas, nos perdemos nas vias. Não chegamos a um fim porque perdemos as metas. É preciso luz, é preciso norte.
O tesouro que Deus nos apresenta é a alegria de sua comunhão. Essa é plena, sacia o homem de forma definitiva. É plena porque mostra ao homem o fim último de sua caminhada, a meta determinante de sua existência. A verdadeira e única riqueza.

Quinta feira, da XI Semana do Tempo Comum

Quinta, 21 de junho de 2012

“Vosso Pai, sabe do que precisais” (Mt 6, 8)

A oração do Pai Nosso, ensinada pelo próprio Filho nos ajuda a desenvolver duas dinâmicas: a de Filhos e a de irmãos. A simplicidade diante de Deus, confiantes em sua providência diminui a nossa pretensão diante do outro, nos une como filhos.
Colocamos-nos como Filhos por que vemos em Deus um verdadeiro Pai, que nos conhece e sabe do que temos necessidade. Somos irmãos enquanto filhos de desse mesmo Pai, chamados a viver nessa comunhão de unidade.
Que essa compreensão faça nascer em nós disposição necessária para nos abrir à dinâmica de uma comunhão fundada no amor de Deus. Só ele pode nos dar esse vínculo firme e terno de uma unidade que não se corrompe nem quebra com a materialidade da vida.

Quarta feira da XI Semana do Tempo Comum

Quarta, 20 de junho de 2012

“O teu pai, que está escondido, te dará a recompensa” (Mt 6, 18)

A vida em cristo vai muito mais além de uma exterioridade vazia. Ela é a opção pessoal por uma vida nova, na relação com um Deus que se faz Pai. Ele não tema necessidade de nosso culto, louvor ou sacrifícios, mas sabe que, por eles, podemos crescer.
A esmola, oração e o jejum são pedagogias de desprendimento. Eu me coloco diante de Deus do outro e de mim mesmo como aquele que serve, que não deseja apenas um crescimento individual, mas que deseja abrir-se, indo além de si mesmo.
Que nessa dinâmica do silêncio, nós possamos aprender a viver a perfeita comunhão com Deus, nosso Pai. Não precisamos das honras humanas, elas são perecíveis. A única honra e glória que devemos aprender a lutar e buscar é a de estar em comunhão livre com Deus.