quinta-feira, 14 de junho de 2012

Quinta feita da X Semana do Tempo Comum

Quinta, 14 de junho de 2012

“Se a vossa justiça não for maior que a dos escribas e dos fariseus,
não entrareis no reino dos céus” (Mt 5, 20)

Jesus leva à perfeição a lei realizada por Deus. Ele torna-a plena por que mostra o seu pleno sentido. A lei vai muito mais além de uma norma moral a ser cumprida, ela busca colocar o homem em um caminho que, por si mesmo, ele não poderia sustentar.
O homem, por mais lógico e racional que seja, sempre carrega em si as marcas do pecado. Isso faz com que ele viva uma constante tensão entre o bem e a distorção de sua escolha. Não é fácil viver sempre o bem e escolher sempre o certo, é preciso uma luz.
A plenitude da lei realizada em Jesus Cristo é o cumprimento perfeito da Palavra de Deus pronunciada em nossa história. Ele cumpre são só por que age, mas enquanto mostra o verdadeiro sentido de cada mandamento e o fim que todos portam.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Quarta feira da X Semana do Tempo Comum

Quarta, 13 de junho de 2012

“Não vim para abolir a lei, mas para dar-lhe pleno cumprimento” (Mt 5, 17)

Jesus, revelação plena da divindade, apresenta ao homem que o caminho rumo à Deus é possível de ser realizado por nossa humanidade. A sua encarnação ensina aos homens que a Lei, anunciada no Antigo Testamento, é preparação para o grande evento de nossa salvação.
Cristo não ensina uma nova Lei, mas vive a antiga de forma plena. Ele nos ensina que é possível uma comunhão plena com Deus por meio da realização de sua vontade. Não há mais mistério: cumprir a vontade do Pai é a grande Lei da vida.
Que nós estejamos atentos ao grande mistério da vida que se revela plenamente em Jesus Cristo. Fazendo plenamente a vontade de Deus ele abriu para a humanidade um caminho que antes estava velado. A Palavra de Deus é ponte para a eternidade.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Terça feira da X Semana do Tempo Comum

Terça, 12 de junho de 2012

“Brilhe a vossa luz” (Mt 5, 16)

O cristão é aquele que resplandece a face de Cristo no mundo. Ele é sal da terra e luz do mundo. Sal enquanto faz a diferença no mundo, enquanto traz a novidade do Filho de Deus presente em nossa história. Luz, enquanto apresenta aos outros essa realidade.
Em um mundo de tantos sabores, de tantos brilhos, como ser sal? Como Ser luz? O cristão não é “mais um” na comunidade, não pode ser um número qualquer. Ele é chamado a ser novidade, aquele que faz a diferença no espaço em que vive.
Resplandeçamos a luz que há dentro de nós. Essa foi acessa no mistério da encarnação e alimentada com a ressurreição do Senhor. Em uma cultura que semeia pecado e morte, que a nossa presença seja, verdadeiramente, germe de vida e santidade para os homens.

Festa de São Barnabé, Apóstolo

Segunda, 11 de junho de 2012

“De graça recebestes de graça deveis dar” (Mt 10, 8)

O anúncio do Reino de Deus e de sua presença em meio aos homens é uma missão gratuita para aqueles que o realizam. Mais do que um serviço, é uma resposta para os que tiveram um encontro pessoal com o Senhor da Vida.
O verdadeiro discípulo de Jesus é aquele que encontra-se com ele e transmite a alegria desse contato a outras pessoas. Não se busca bens, privilégios ou honras, mas simplesmente reflete a alegria de quem experimentou o verdadeiro sentido da vida.
Que nós possamos experimentar a gratuidade do amor do Pai que revela-se plenamente em Jesus Cristo e, por ele, transmite esse grande sentimento. Que nossa missão seja o reflexo de um contato vivo com um Deus que sempre nos atrai para si.

O novo pacto


“Tomai, isto é meu corpo” (Mc 14, 22)

Celebrar a Festa do Corpo do Senhor é renovar a promessa de uma aliança realizada entre Deus e os homens. Promessa iniciada pelos sacrifícios da antiga aliança e cumprida definitivamente pelo sacrifício de Cristo, entregue por nós. Esse sangue nos une a Deus e nos torna participantes de sua divindade, por meio de Cristo, sumo e eterno sacerdote.
“Esse é o Sangue da aliança que o Senhor fez conosco, através de todas essas palavras” (Ex 24, 8). Moisés conclui a aliança entre Deus e o homem com a aspersão do sangue sobre o povo e a lei. Sangue significa vida. Esse, derramado sobre o povo, implica a união vital que há entre Deus e os homens. A nossa fidelidade à Ele é princípio de vida, vida eterna. Implica-nos nesse pacto, gera em nós uma resposta necessária ao autor de nossa história.
O vínculo dessa aliança é a lei, a Palavra que gera no homem uma postura de escuta confiante em Deus. Temos uma dívida, uma vida que, por si mesma, não se sustenta, mas que precisa de uma fonte, um norte, um alimento. A Palavra de Deus torna-se, nesse sentido, sustento e fonte de Vida, luz para a nossa caminhada.
Cristo é a plenitude dessa aliança por que realiza, ao mesmo tempo, o novo e eterno pacto entre Deus e os homens. A novidade é que ele é a Lei e o Cordeiro, é dele o sangue que jorra e define o novo princípio de vida para os homens. Ele é, nas Palavras de Paulo, o “Sumo e eterno Sacerdote” (Hb 9, 12). Ele é “mediador de uma nova aliança”. Nova e eterna: Nova por que resgata e aperfeiçoa a antiga, eterna, porque única, plena e divina.
Hoje, é Jesus quem nos pergunta: “Onde está a sala em que posso comer a ceia pascal com os meus discípulos?” (Mc 14, 14). Estamos abertos à esse novo banquete que tem Cristo alimento definitivo de nossas vidas? A Eucaristia, memorial eterno de sua aliança com os homens, abre-nos novamente ao caminho rumo aos céus.
Ela é alimento de vida eterna porque sustenta o homem, o sustenta por que dá sentido, gera no homem o desejo de conformar-se à Cristo, Filho de Deus.

Tomemos posse dessa nova e eterna aliança. Participemos desse pão que nos implica também no compromisso de nos fazer pão. Fazendo-se alimento, somos chamados a nos partir, a ser fonte de vida para que outros a tenham. Vivamos esse novo e definitivo pacto de vida, não mais com sangue alheio, mas com a implicação de nossa própria existência e favor uma humanidade que, constantemente, se fere e perde o sangue por não ter o Pão da Vida.

Sábado da IX Semana do Tempo Comum

Sábado, 09 de junho de 2012


“[...] todos eles, deram o que tinham de sobra,
ao passo que ela, da sua pobreza, deu o que tinha para viver” (Mc 12, 44)

Jesus reconhece naquela viúva pobre não um exemplo de caridade para com o templo, mas um grande testemunho de confiança em Deus e de entrega ao seu poder. Deus não olha a quantidade ou a qualidade de obras que fazemos aos outros, mas a intenção de nosso coração.
O culto que prestamos a ele não é mais do que a obrigação de nossa alma que deles necessita. À Deus, nada é acrescentado. Mais do que ação exterior, o nosso culto à Deus implica entrega, confiança e liberdade diante de seu plano salvífico.
Tenhamos a coragem de agir como aquela viúva. De nossa pobreza, tenhamos a grandeza de alma e a liberdade de espírito para doar o que temos de maior: a nossa vida. Que ela seja o grande dom, culto e sacrifício agradável à Deus.

Sexta feira da IX Semana do Tempo Comum

Sexta, 08 de junho de 2012

“Disse o Senhor ao meu Senhor: Senta-te à minha direita,
até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés” (Mc 12, 36)

Jesus é descendente de Davi segundo a sua humanidade. Mas ele é superior a ele segundo à sua divindade. Cristo é rei, mas o seu reino não é construído por mãos humanas, ele vem instaurar o Reino de Deus, o senhorio de Deus sobre o mundo.
Em um mundo que prega a centralidade do homem em toda a realidade, esquecemos de nos colocar nos braços de Deus e deixar-se guiar por sua mão poderosa. Querendo ser governadores de nossa vida, esquecemos que só um é o verdadeiro Senhor.
Deixemos que Deus seja o verdadeiro guia de nossa história. Deixemos que a sua Palavra seja luz em nossos passos. Porque sozinhos, não podemos ir muito longe, isolados, não podemos fazer muitas coisas, “livres de tudo” não teremos metas...