quarta-feira, 3 de outubro de 2012

“Vinde a mim...” (Lc 11, 28)

Festa de São Francisco de Assis
Quinta, 04 de outubro de 2012
“Vinde a mim...” (Lc 11, 28)

Jesus coloca-se como caminho para todo aquele que procura a verdadeira paz. Ele encontra não por que aponta, cria ou desenvolve, mas porque é a paz. Em sua vida vemos o projeto de Deus Pai para a humanidade: homens com coração de Filho.
Esse coração só pode ser forjado em espírito de humildade, de pequenez, naquele que se coloca na posição de escuta, de serviço, de obediência à voz do Pai. É nessa postura que o homem encontra sentido verdadeiro para a sua vida, pois é aí que ele se encontra consigo.
Em um mundo que prega diversas riquezas, muitas alegrias e prazeres variados, somos chamados a caminhar para Cristo, autor de nossa paz. Como filho, ele nos mostra que só nos braços de Deus encontramos o sentido que tanto buscamos.

“Te seguirei” (Lc 9, 57)

Quarta feira da XXVI Semana do Tempo Comum
Quarta, 03 de outubro de 2012
“Te seguirei” (Lc 9, 57)

Seguir Jesus em seu caminho vai muito além de uma decisão sentimental, de uma opção ideológica, de práticas específicas. Caminhar com Cristo implica uma entrega completa do indivíduo, uma decisão integral de todo um ser.
A grandeza de seu chamado implica uma resposta à altura. É necessário uma renuncia de si, lutar contra nossas próprias vontades, um sacrifício de nossa própria vida... Isso não significa negação de nossa identidade, mas uma conformação à pessoa que queremos seguir.
Que nós tenhamos sempre a força necessária para assumir as consequências de nossa opção. Todo caminho implica renúncia. Abraçar essa lógica significa que para chegar ao meu objetivo é preciso escolher somente uma estrada e uma direção.

“Os seus anjos veem sempre a face do meu Pai” (Mt 18, 10)

Memória dos Santos Anjos da Guarda
Terça, 02 de outubro de 2012

“Os seus anjos veem sempre a face do meu Pai” (Mt 18, 10)

O Reino de Deus não é definido pela grandeza humana nem constituído pelos mais habilidosos. Só se entra na casa do Pai aquele que sabe se fazer filho. A comunhão de filho é a categoria primária para entrar nessa grande morada.
Compreender essa dinâmica é viver em uma nova experiência. Devemos aprender a olhar os homens como Filhos amados de Deus, não existe desigualdade nesse processo: todos são iguais diante desse Pai.
Esse amor não muda em relação à pessoa. O que muda é a nossa resposta diante desse Pai. Podemos renegar esse amor em detrimento de nossas próprias riquezas e valores. Ou o amamos integralmente e vivemos a plenitude dessa comunhão em sua morada paterna.

“Quem se faz pequeno como essa criança é o maior no Reino dos Céus” (Mt 18, 4)

Memória de Santa Tereza do Menino Jesus
Segunda, 1º de outubro de 2012

“Quem se faz pequeno como essa criança é o maior no Reino dos Céus” (Mt 18, 4)

Seguir Jesus não é uma questão de habilidade ou honra individual. Mais do que mérito, é postura. A grandeza para Deus não segue as lógicas humanas. É, antes, destinada àquele que se faz filho, criança.
Fazer-se pequeno não significa uma involução no processo humano. Implica colocar-se em um projeto que vai além de nós e de nossas compreensões. Não somos senhores do mundo, há algo que nos ultrapassa.
Que a lógica apresentada por Jesus, nos faça amadurecer nesse espírito de filhos. Só diante de um Pai que nos dá as direções de nossa vida, nos acompanha nos perigos da caminhada e nos modela a cada instante, podemos forjar em nós o espírito de pequeninos.

sábado, 29 de setembro de 2012

“Vereis o céu aberto” (Jo 1, 51)

Festa dos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael
Sábado, 29 de setembro de 2012

“Vereis o céu aberto” (Jo 1, 51)

Celebrar a memória dos Santos Anjos é experimentar a dinâmica da comunicação real entre Deus e os homens. Esses, não são seres míticos ou frutos de uma imaginação fértil, mas força que nos faz perceber que Deus se faz presente em nossa história.
Jesus Cristo é o ápice dessa comunicação. Por meio dele, o grande diálogo é restituído: Deus toca definitivamente a nossa humanidade. É por Ele que vemos a face Divina e seu projeto para o homem.
Entretanto, para que haja diálogo, uma resposta de nossa humanidade faz-se necessária. Deus, por Cristo, envia-nos a sua mensagem de vida plena. São duas respostas possíveis, não há meio termo, e duas, as suas consequências.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

“O Filho do homem deve sofrer...” (Mc 9, 22)

Sexta feira da XXV Semana do Tempo Comum
“O Filho do homem deve sofrer...” (Mc 9, 22)

A identidade de Jesus como o Cristo, implica, consequentemente, a sua missão. Ele é Messias, o Filho enviado de Deus. Entretanto, essa filiação implica um compromisso: viver, sofrer, morrer e ressuscitar.
Em um mundo que prega uma vida cômoda, pensamentos feitos e ações fáceis, o sofrimento humano é algo que assusta e deve ser imediatamente combatido. Seguir os passos de Jesus nos implica nessa dura, mas necessária realidade: o mistério da cruz.
Viver esse sofrimento, não significa masoquismo, mas encarar a nossa realidade segundo o princípio de verdade. Somos homens em processo de evolução, e todo crescimento implica ganhos e perdas. A cruz é a morte necessária para uma vida que é eterna.

Férias forçadas


 Depois umas “férias forçadas”, estamos de volta. Com as meditações diárias fundadas no método da Lectio Divina. Desta vez, tentando ser o mais pontual possível nas postagens.

Rezem pela nossa perseverança.

 Roma, 28 de setembro de 2012
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