quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Quarta, 04 de Janeiro

Quinta, 05 de janeiro de 2012

“Encontramos o Cristo” (Jo 1, 41)

A experiência com Cristo é um contato que muda a vida de todo aquele que dele se aproxima. O homem que andava nas trevas viu em Cristo a luz, o sinal de uma palavra que era pronunciada na história e se coloca às claras para toda a humanidade. O homem, mesmo andando no meio da escuridão, buscava algo para a sua vida. E esse “algo”, sempre sentido como uma lacuna, ele o encontra plenamente em Jesus.
Somos homens de busca. Acima de tudo procuramos um sentido para a nossa vida, algo pelo qual mantemos a nossa existência, o nosso ser e agir sobre o mundo. Jesus é esse fim de nossa busca porque é a resposta plena de Deus ao homem. Como Messias, ele é o enviado de Deus, ou seja, dentro dele está toda a compreensão de homem pensada por Ele. Não há mais do que indagar ou procurar.
Se quisermos um sentido para nossa vida um só é o caminho, uma só é a verdade. O mundo pode nos apresentar muitos valores, pessoas, ideais, mas se esses não são instrumentos que nos portam integralmente a Cristo, mais cedo ou mais tarde, são caminhos que nos levarão para a perdição. Saibamos, sem medo, segui-lo e permanecer com Ele.

Terça, 03 de Janeiro

Quinta, 05 de janeiro de 2012

“Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo” (Jo 1, 29)

Cristo é o Cordeiro de Deus porque nele a justiça de Deus se cumpre. O pecado que tínhamos deveria ser pago com a morte. Em Cristo essa sentença de morte é cumprida e nós, por Ele, somos salvos. Jesus é Cordeiro porque ele se entrega e sacrifica-se por nós. E ensina-nos o mesmo caminho a seguir: Ser cordeiros.
Entrar na dinâmica do Cristo que se entrega para a salvação dos homens não implica uma passividade de vida, mas assumir todas as nossas concepções e ir até o fim com elas, às ultimas conseqüências. Isso nos faz mais homens, mais humanos, porque nos coloca em uma vida integra e sincera consigo mesmo e com os outros.
Nós que assumirmos a Palavra de Deus, devemos ser cordeiros e deixar-se imolar quando ela nos custa. O caminho trilhado por Cristo não é privado de dores, mas implica cruz, entrega, sacrifício. Porém, o diferencial nessa imolação é que ela aponta-nos para uma glória, para a grandeza daquele que sabe assumir, até o fim, a sua identidade.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Segunda, 02 de Janeiro

Segunda, 02 de janeiro de 2012
“Eu sou voz de um que grita no deserto” (Jo 1, 23)

O que significa isso? Voz que grita no deserto. Que é o deserto senão local de provação? Espaço onde o homem encontra-se com sua humanidade que tende à decadência, uma humanidade falha, não perfeita, que tem necessidades básicas fundamentais. Essa voz, portanto é de um homem, é voz que grita de uma e para uma humanidade. Não é qualquer voz, mas alguma que aponta o caminho do Senhor, daquele que traz em si a plenitude da humanidade. É no deserto e do deserto que a humanidade encontra o seu a sua essência e o seu sentido.
Diante de tantas vozes é do deserto que encontramos aquela que aponta o verdadeiro sentido de nossa humanidade. Somos homens falhos, temos a necessidade de algo que nos ultrapassa, não temos a capacidade de definir o bem o mal, o bom ou o ruim, precisamos de uma Palavra de Verdade, algo que aponte-nos para a nossa verdadeira e plena felicidade.
Sim, é Cristo que traz em si a Palavra de Deus e o seu efeito desejado, é Palavra de Salvação. É nele que encontramos a plenitude de uma humanidade que, mesmo falha, traz em si o sopro divino. Essa Palavra não traz apenas uma ideia, mas um caminho. É essa via que devemos buscar. É essa voz que devemos ouvir. É essa Palavra que devemos proclamar em um mundo que aos poucos ensurdece com tantas vozes que falam de todos os lados.

Silêncio que gera



“Maria, de sua parte, guardava todas essas coisas
e as meditava em seu coração” (Lc 2, 19)

O que viram os pastores naquela experiência de encontro com a família de Nazaré? Supostamente um pai que protegia, uma mãe que cuidava e uma criança que manifestava a paz de um ser que se sentia acolhido pelo amor de seus genitores. Os pastores glorificaram a grandeza dessa imagem, coisa que eles não encontraram nos palácios. Havia ali algo que o mundo não dá.
Celebrar Maria, Mãe de Deus é contemplar e viver a experiência daquela que, através do seu silêncio, torna presente em sua realidade a Palavra de Deus. Maria gera o menino Deus não por discursos, habilidades, por meio de sua grandeza de vida ou pela sua quantidade de boas obras, ela gera por meio do silêncio. E essa é a grande pedagogia de Deus. Ele age em nosso nada e desse, torna possível a nossa redenção.
Em um mundo marcado pelo orgulho intelectual, pelo relativismo religioso ou pela materialidade nas relações, o silêncio surge como uma antítese a toda essa cultura. O homem está sempre buscando preencher seu tempo com palavras ou vozes, explicações ou conjecturas sobre o mundo e a vida. Esquece de calar-se diante do mistério de sua existência, que sempre ultrapassa qualquer raciocínio.
Maria é mãe de Deus por que é mulher do silêncio. Sabe calar-se diante da realidade da vida e contemplar a Revelação Divina que ocorre na história humana. Ela compreende que o projeto de salvação vai além dos homens. Maria guarda a Palavra em seu coração, medita-a não busca esquadrinhá-la, apenas a acolhe. E, mesmo sem entender como ocorre esse processo, gera em si o Verbo que se faz homem, a Palavra que refaz o homem.
O mistério do Natal no ensina a nos curvar diante desse fato: Deus salva. Ele vem até a nossa humanidade, toca-a e manifesta a plenitude do seu amor em Jesus Cristo. Porém, para que isso ocorra é preciso silenciar, deixar que Ele manifeste-se plenamente, abrir-se a um mistério que sempre está sobre as nossas compreensões.
Maria é ícone desse movimento, ela gera essa Palavra em seu coração e materializa-a no seu ventre. É uma Palavra que não permanece em um mundo ideal, mas faz-se carne, mistério vivo que manifesta e dá ao homem a sua salvação. Maria silencia, deixa que Deus cumpra em sua humanidade seu projeto universal de redenção. Ela nos ensina que o caminho de Vida Plena se faz no ajoelhar-se diante desse Verbo que aponta e leva-nos para o alto.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Sábado, 31 de Dezembro

Sábado, 31 de dezembro de 2011

“Tudo foi feito por meio dele e sem ele nada foi feito” (Jo 1, 3)

Cristo é Palavra de Deus pronunciada no tempo. Essa Palavra, porém, mesmo sendo realizada na história humana sempre ultrapassa as nossas categorias. Ultrapassando as categorias de tempo espaço ela é eterna, isto é, vale eternamente para todos os homens de todos os tempos. Ela é, portanto, aquela que dá sentido ao nosso tempo, a nossa vida e a nossa história.
Viver a experiência do tempo é entrar em uma categoria que não pertence a Deus mas pela qual podemos experimentá-lo. De fato, se a Palavra de Deus fez-se homem, essa plenitude foi cumprida dentro da história humana. A vida, com isso, ganha um novo sentido. Não podemos olhar para Deus com uma distância eterna, pois em Cristo ele se faz próximo de nós.
O ano que está para iniciar não é “mais um” em nossas vidas. Ele é a possibilidade de um recomeço que se faz perene em nossas vidas. Há sempre a esperança de uma vida plena, basta olhar para Cristo, Palavra Viva de Deus proclamada em nosso mundo. Tudo aponta para ele e nós, seguindo esse percurso, devemos exercitar os nossos passos nessa direção.

FAÇAMOS QUE ESSE ANO SEJA REALMENTE NOVO

FELIZ E ABENÇOADO 2012

Sagrada Família

Sábado, 31 de dezembro de 2011

“O menino foi crescendo, ficando forte e cheio de sabedoria.
A graça de Deus estava com ele” (Lc 2, 40)

Celebrar a festa da Sagrada família é viver a riqueza dessa que é o berço de todo homem de bem. É dentro da família que o indivíduo recebe uma educação fundada no amor recíproco e íntegro. Esse discurso é confirmado pelo próprio Deus quando se submeteu a essa estrutura. Sua divindade passou por essa instituição, sua grandeza pessoal foi alicerçada sob a pedra da família humana.
Não há mistério na construção da santidade. Ela nasce no colo do pai e da mãe, sob o olhar daqueles que entregam, no amor, a sua vida um ao outro e buscam crescer e gerar nessa experiência. É nessa doação que a vida surge, é por essa entrega que a vida se manifesta, é por meio dessa comunhão que o divino se manifesta verdadeira e efetivamente em nossa humanidade.
Saibamos nós também entrar nessa dinâmica do amor que gera. A imagem de Maria e José cuidando do menino Deus deve ser um testemunho vivo da santidade que nasce da doação integral de nossas vidas para que a própria Vida se manifeste. Assumamos em nosso íntimo essa opção pela Vida livre, entregue à favor do outro, gerando e manifestando o próprio amor e, com isso, tornando-o Vivo e presente em nosso mundo.

Quinta, 29 de Dezembro

Quinta feira, 29 de dezembro de 2011
“Luz para iluminar as nações” (Lc 2, 32)

A esperança de Simeão é cumprida. Ele vê a salvação que chega à humanidade. Uma redenção que não vem por força humana, por suas habilidades ou capacidade de raciocínio. A força provém de uma criança, de uma vida inocente que é gerada na escuta à Palavra de Deus. Essa criança é luz, pois aponta a presença de um Deus que se manifesta em nosso meio, que nos ama e aponta um caminho de vida plena.
Cristo é luz para as nações. Ele aponta para uma nova realidade que se constrói sobre a sua vinda. Essa nos traz esperança, alegria, sinal de que Deus vem ao nosso encontro e quer nos dar uma vida nova. Essa nova realidade não se constrói apenas por nossas forças, mas é constituída na abertura ao mistério do homem que espera novos céus e nova terra, e caminha em sua direção, mesmo não compreendendo.
É preciso caminhar. Continuar a esperar a manifestação plena desse Reino que é inaugurando com Cristo em sua encarnação, firmado no mistério da cruz e confirmado na alegria da ressurreição. Precisamos seguir essa estrada que é iluminada com o sinal da criança que nasce. Seguir, mesmo sem compreender alguns momentos a direção que essa luz aponta. Confiar, sabendo que essa luz esclarece a via e as pedras que nela existem. Esperar e experimentar o grande fim desse percurso: uma vida feliz.