quarta-feira, 6 de junho de 2012

Quinta feira da IX Semana do Tempo Comum

Quinta, 07 de junho de 2012

“Amarai o Senhor teu Deus com todo o teu coração,
com toda a tua alma e com todas as tuas forças” (Mc 12, 30)

Jesus vem ao mundo para revelar, não uma nova verdade, mas a verdade eterna vivida de forma plena. Deus é nosso único Senhor, nós devemos converter toda a nossa vida em sua direção, nossa vontade, nosso espírito nossas ações.
Essa verdade nos coloca diante de um novo modo de ser e ver o mundo: Deus é o centro para o qual tudo converge. Nenhuma ação pode ser realizada se à ele não convergir, tudo que foge à esse movimento, desvia-se do plano último divino.
Que as dificuldades da caminhada não nos impeçam de ver esse centro de convergência em nossa vida. Deus é Senhor, ele domina o mundo. Se nossa vida é regida por esse princípio, tudo convergirá para a sua glória e a nossa santificação.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Quarta feira da IX Semana do Tempo Comum

Quarta, 06 de junho de 2012

“Ele não é o Deus dos mortos, mas sim dos vivos” (Mc 12, 27)

A lógica de Deus vai muito mais além dos pensamentos humanos. Jesus nos ensina que quando morremos, não vamos para outro estágio de vida como continuação a esse. Seremos semelhantes aos anjos, estaremos na contemplação eterna de Deus.
Querer compreender a morte como um estágio superior da vida humana é limitar essa realidade. Nosso Deus é vivo, nos quer vivos, mostra que nosso fim último é a vida plena e eterna do homem. Não podemos querer continuar apegados a nossa mesma história.
É isso que Deus quer de nós, realizar, desde já, o salto da fé. Viver na esperança de uma nova vida em Cristo. Ele antecipa, com a sua encarnação, a instauração do Reino de Deus que experimentaremos plenamente na vida eterna.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Terça feira da IX Semana do Tempo Comum

Terça, 5 de junho de 2012

“Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Mc 12, 17)

A revelação gradativa de Cristo como Filho amado e enviado por Deus perpassa um conceito chave de sua missão: Jesus não era um Messias político. Seu projeto era a libertação dos homens do pecado e da morte eterna que era consequência.
Ao deixar claro essa diferença, Jesus apresenta que a verdadeira libertação humana ocorre em nosso interior. Somos chamados a viver no mundo como portadores desse novo modo de vida: nós somos posse de Deus, ele é o nosso único Senhor.
Pertencendo a Deus devemos viver no mundo como irradiadores desse senhorio. Não podemos nem devemos nos destacar da realidade para viver a nossa fé. Pelo contrário, ela só pode ser confirmada em um espaço que possa ser vivida, experimentada e provada.

domingo, 3 de junho de 2012

Segunda feira da IX Semana do Tempo Comum

Segunda, 04 de junho de 2012

“O que fará o dono da vinha?” (Mc 12, 9)

A parábola da vinha manifesta, em síntese, o contraste entre a fidelidade de Deus e a negação do homem diante dessa proposta salvífica. O mundo nos é dado para que possamos administrá-lo à luz de Deus que cria todas as coisas e coloca nelas uma ordem.
Tratamos com violência todo aquele que nos mostra que o verdadeiro dono de toda a realidade é Deus. Agimos com violência e rejeitamos essa verdade por que queremos dominar o mundo, queremos ser senhor absoluto do bem e do mal. E isso não nos compete.
Aceitar Deus como dono dessa vinha, dono de nossa existência é vê-lo como Senhor de nossa realidade, é colocarmos como criaturas desse que é o verdadeiro governador de todas as coisas. Entretanto, o que ele fará se não aceitamos esse senhorio?

Um Amor dinâmico


“E eis que estarei com vocês até o fim do mundo” (Mt 28, 20)

Celebrar a festa da Santíssima Trindade é professar um dado fundamental de nossa fé: nosso Deus é vivo, dinâmico, presente em nossa vida, constante em nossa história. “O Senhor é Deus lá nos céus e aqui sobre a terra: não há outro” (Dt 4, 39), já preanuncia Moisés, sem nem mesmo conhecer plenamente a Trindade.
Essa mesma lei que Moisés pregava ao povo é o primeiro sinal de uma aliança que Deus faz com os homens, um pacto de amor que desde a criação define a sua fidelidade. Esse amor, que é sempre presente na humanidade, na plenitude dos tempos faz-se carne. A palavra de Deus que sustentava a criação, pela qual pela qual foi criada todas as coisas, assume a nossa humanidade.
Jesus Cristo, Verbo Eterno de Deus, gerado eternamente no seio do Pai, reflete a dinâmica de um Deus que não se fecha em si. Mas dentro de si gera vida, ama e reflete esse amor quando cria, sustenta e governa o mundo. “A mim foi dado todo poder, no céu e sobre a terra” (Mt 28, 18). Sim, ele é o princípio e o fim de todas as coisas, por meio do qual, tudo ganha luz, sentido e vida.
É dessa geração eterna do Filho pelo Pai, que procede o Espírito Santo. Ele manifesta esse amor, reflete essa dinâmica, mostra a unidade que há entre um Deus que, sendo uno, manifestar-se em três. Esse Espírito dá sentido a toda manifestação de Deus na história, encerra toda a revelação e leva-nos a compreensão plena desse mistério.
É nesse sentido que Paulo nos acena: “Todos aqueles que são guiados pelo Espírito de Deus, são filhos de Deus” (Rm 8, 14). Manifestando a plena união do Pai com o Filho, esse Espírito nos torna também participante dessa vida divina. Por Cristo nos tornamos filhos adotivos de Deus. Essa adoção realizada por Deus, em Jesus, nos faz participantes de sua comunhão, como afirma o Apóstolo: “Somos coerdeiros de Cristo, se verdadeiramente tomamos parte dos seus sofrimentos para participar também de sua glória” (Rm 8, 17).
Olhemos para Maria e vejamos nela o exemplo daquela que por primeiro experimentou a dinâmica da Trindade em sua vida. Ela recebeu a promessa do Pai de gerar em seu ventre o Filho do Altíssimo. Essa promessa, entretanto, só foi cumprida na dinâmica do Espírito de Deus que eternamente gerava, mas que havia a necessidade de um coração aberto livre para tornar esse amor presente e vivo em nossa humanidade.

Sábado da VI Semana do Tempo Comum

Domingo, 19 de fevereiro de 2012

“Este é o meu Filho amado, escutai-o” (Mc 9, 7)

Na transfiguração, Jesus mostra aos seus discípulos a verdadeira face do Filho de Deus. Ao ser visto com Moisés e Elias, ele apresenta-se como cumprimento da Lei e dos profetas, nele está resumido tudo aquilo que foi prometido. Esse projeto é confirmado por Deus Pai que, no Filho, realiza o seu plano de Salvação.
Ao transfigurar-se diante dos seus, Jesus mostra a verdadeira face do homem: uma face limpa, livre de qualquer mancha. Pureza que reflete a luz de Deus. Essa, irradia o projeto de uma humanidade criada para ser imagem e semelhança de Deus, mas que pelos seus pecados, se sujam na lama de um “eu” que busca sempre as próprias vontades.
Dai-nos, Senhor, um espírito fortalecido com a vossa graça. Para que, livres de todos os perigos, possamos buscar a pureza espiritual que nos torna verdadeiros filhos da luz. Realizai em nós o mesmo projeto que fizestes em Cristo Jesus e que, pela força do Espírito Santo, possamos participar, um dia da grande alegria eterna.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Sexta feira da VIII Semana do Tempo Comum

Sexta, 1º de junho de 2012

“Tenham fé em Deus” (Mc 11, 22)

Jesus vem ao mundo como justo juiz. O seu olhar vai além da compressão humana, ele vê com o olhar divino. É esse olhar que apresenta ao mundo a verdade revelada por Deus Pai. É a partir dessa verdade que o mundo ganha um novo rumo.
Quando julgamos algo, nos definimos como portadores da verdade. Mais do que isso, como seus definidores. Julgamos conhecer a totalidade do objeto julgado. Esquecemos que isso só compete a Deus, só ele conhece a totalidade e complexidade do mundo e dos homens.
Ter fé em Deus implica acreditar que ele é presente no mundo que ele mesmo criou e governa. Implica saber que nossos julgamentos serão sempre limitados, e se não estão à luz do Cristo, plenitude da criação, estaremos atualizando o pecado dos nossos primeiros pais.