quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

“Os olhos de todos eram fixos nele”

10 de janeiro de 2013

“Os olhos de todos eram fixos nele” (Lc 4, 20)

O conceito de messianismo se desenvolve e amadurece em todo o Antigo Testamento e encontra em Jesus Cristo o seu cumprimento. Ele é o evento de salvação pleno entre Deus e os homens, a Nova e Eterna aliança realizada pelo sangue do Filho.
Se compreendermos esse processo como tal, Jesus torna-se o ponto de convergência de um processo salvífico que nasce com a própria humanidade. O homem caído vê no Filho de Deus a sua nova esperança, volta os seus olhos definitivamente para ele.
Em um mundo de muitas falsas esperanças, precisamos fixar os nossos olhos naquilo que é necessário e absoluto em nossa história. No Cristo, vemos que a salvação não é somente possível, mas realiza-se. Ele é o Messias prometido e esperado.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

“... o vento era contrário”

9 de janeiro de 2013

“... o vento era contrário” (Mc 6, 48)

Jesus caminha sobre as águas porque é Senhor da natureza, domina-a. Na encarnação ele realiza o maior de todos os antagonismos: o divino que se faz humano, o eterno que se materializa. Ele arrisca a sua própria essência para nos salvar.
O mundo parece ser contrário àqueles que buscam seguir as ordens de Deus. A natureza parece querer negar a nossa caminhada rumo à santidade. Entretanto, Cristo está acima de todas essas realidades, só ele pode trazer paz às nossas lutas.
Saibamos confiar no senhorio de Deus sobre a nossa vida e em nosso mundo. Sendo Deus ele entra em nossa humanidade e a transforma, porta-a ao seu plano originário: caminhar para a salvação e viver plenos de Sua presença.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

“...e sentiu compaixão”

08 de janeiro de 2013

“...e sentiu compaixão” (Mc 6, 34)

Jesus só é capaz de sentir verdadeira compaixão porque se faz um de nós, porque assume todas as dimensões essenciais de nossa humanidade. Ele nos ensina que nossa vida só terá sentido se ela torna-se pão, mistério de entrega de si.
O alimento para a nossa existência não precisamos comprá-lo ou trocá-lo por algo, ele está presente em nós mesmos. É sabendo “fazer-se pão” que o homem toma sua parte no divino. Isso é o que dar “sabor”, dar “gosto”, um sentido à nossa vida.
O Senhor continua a nos perguntar o que temos para oferecer ao mundo e aos homens? O que nos sobra? Uma parte de nosso tempo? Uma parcela de nossas ações? Ou que toda a nossa vida torna-se alimento, oferta agradável ao outro que tem fome de Deus?

domingo, 6 de janeiro de 2013

“O povo que habitava nas trevas viu uma grande luz”

7 de janeiro de 2013

“O povo que habitava nas trevas viu uma grande luz” (Mt 4, 16)

Mateus vê em Jesus o cumprimento da profecia de Isaías. Ele é luz que bilha nas trevas, que destrói a escuridão por que dá a ela um novo sentido, a possibilidade de ser descoberta e compreendida.
Em nosso mundo, muitas são as luzes que brilham em nossos olhos, que nos atrai pela sua força, pelo seu fulgor. Entretanto, todas elas têm o seu ocaso, um dia se apagam, perdem a sua força e desaparecem.
Só Cristo é a verdadeira Luz. O seu brilho é eterno porque provém de sua própria existência, ele é a Luz. Deixemos ser atraídos por essa luz, saibamos ver o mundo e as coisas irradiados por essa claridade que não tem fim.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

“Vem e segue-me”

4 de janeiro de 2013

 

“Vem e segue-me” (Jo 1, 39)

O contato humano com Jesus vai muito além de uma experiência sensível ou de uma reflexão filosófico-teológica. Ao contrário, inclui essas realidades, mas é sempre mais. É uma relação pessoal que implica todo o nosso indivíduo, todas as nossas faculdades.
Todo homem é marcado por esse desejo de uma relação com um outro que lhe é externo. O pecado, muitas vezes, é como “errar o alvo” nessa tentativa. Em Deus, sendo ele o fim último de nossa existência, vemos que essa busca é plenamente satisfeita.
Nessa relação, Deus sempre abre às portas para nós e nos convida à sua comunhão. Entretanto, esse contato depende da liberdade humana que pode abraçar ou rejeitar esse convite de seguir e permanecer em nossa única e definitiva morada: nos braços de Deus.

“Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo”

3 de janeiro de 2013

 
“Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo” (Jo 1, 29)

Jesus é o Cordeiro de Deus por que vem ao mundo com a missão de nos salvar. Portando os nossos pecados sob a sua humanidade ele cumpre a pena que nós merecíamos. Entregando a sua vida até à morte ele paga a nossa dívida.
Assumindo a nossa humanidade ele porta a cumprimento o projeto de Deus que busca elevar a nossa humanidade à sua altura. Essa elevação, entretanto, só se realiza quando nós assumimos essa dinâmica, quando nos deixamos ser portados pelo mistério de Cristo.
Sentir-se grato diante desse mistério é a primeira postura daquele que busca seguir esse caminho. Essa via, entretanto, implica dores, sacrifício entrega de si, perdas, sinais que definem a identidade do cordeiro que é entregue para dar a vida.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

“Eu sou a voz de quem grita no deserto”

2 de janeiro de 2013


“Eu sou a voz de quem grita no deserto” (Jo 1, 23)

O anúncio de João Batista é testemunho daquele que se faz mensageiro de Deus. João é o último profeta, a última voz que anuncia e prepara a vinda do Messias. Nessa identidade, ele se coloca como meio, instrumento através do qual a Palavra é anunciada.
Essa Palavra, entretanto, é lançada no deserto, é anúncio aparentemente perdido em uma sociedade que prefere escutar os próprios sons e as próprias falas. É ação que se confronta com o mistério da liberdade humana e exige dela uma resposta.
Escutar essa voz exige de nós uma adesão integral. Como Palavra de Vida, ela não porta consigo uma informação qualquer, mas a essência de nossa própria existência. Escutá-la implica-nos nessa mensagem, abre-nos ao projeto de Deus em nossa história.