sábado, 29 de novembro de 2014

“Ficai atentos e orai a todo momento”

Sábado da XXXIV Semana do Tempo Comum
29 de novembro de 2014



“Ficai atentos e orai a todo momento” (Lc 21,36)

Neste último dia do ano litúrgico, somos convidados a pensar não sobre o fim do mundo, mas sobre a brevidade de nossa vida. Diante dela, somos chamados a refletir sobre o que é mais importante em nossa caminhada. Somos impelidos a fixar os olhos no essencial.
Quantas vezes, nos preocupamos com tantas coisas menores e esquecemos que o principal de nossa vida não é material ou destrutível. O essencial é algo que ultrapassa todas essas coisas e é eterno. Para nós que cremos, esse centro é Deus.

Saibamos colocar diante de nossos olhos o que é fundamental. Deixemos que as outras coisas, pessoas ou ideias venham como instrumento que nos encaminhem para a Vida Plena. Tenhamos claro o nosso ponto de chegada para caminhar de forma de forma coerente.

sábado, 8 de novembro de 2014

“Ninguém pode servir a dois senhores”

Sábado da XXXI Semana do Tempo Comum
8 de novembro de 2014



“Ninguém pode servir a dois senhores” (Lc 16,13)

O discurso de Jesus sobre as riquezas materiais não visa condená-las ou demonizá-las, mas colocá-las em seu devido lugar. As riquezas não podem dominar o homem, assumindo o senhorio de sua vida. Elas são meios relativos para o único Absoluto em nossa história.
São Paulo nos mostra que a verdadeira riqueza do homem é estar em comunhão com Deus. Dessa forma, a alegria do cristão não está condicionada ao ter coisas, mas a um modo de ser fundado na liberdade. Ela nos aponta para o que é realmente importante na Vida.

Que nós aprendamos a ordenar a nossa vida segundo valores bem precisos. Que as coisas deste mundo não nos sufoquem, mas sejam caminhos livres para o que é realmente importante. Conscientes do que é Absoluto, possamos definir como relativo todo o resto.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

“Eles não foram capazes de responder”

Sexta feira da XXX Semana do Tempo Comum
31 de outubro de 2014



“Eles não foram capazes de responder” (Lc 14,6)

Por natureza, o homem tende a apegar-se a coisas, pessoas ou ideias. Com essa dependência, ele corre o risco de tornar-se escravo dessas realidades. O silêncio dos fariseus revelava uma compreensão limitada da Lei por parte deles. Eles eram escravos...
Somente o Amor nos torna capazes de discernir o que é melhor para nós e para os outros. Esse é o critério fundamental porque nos mostra que o sentido de ser e viver do homem é a sua Vida Plena. Ela é o ponto de partida de toda caminhada existencial.

Encherguemos esse ponto de partida. Fujamos de tudo aquilo que nos faz escravos. Deixemos que o Amor a Deus e ao próximo nos faça verdadeiramente livres diante daquilo que é realmente importante: uma vida livre e plena.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

“Eis que vossa casa ficará abandonada”

Quinta feira da XXX Semana do Tempo Comum
30 de outubro de 2014



“Eis que vossa casa ficará abandonada” (Lc 13,35)

A profecia de Jesus não é somente direcionada ao povo judeu que perderia o seu Templo e o Messias. Ela é destinada a todo homem que não conseguiu reconhecer o sentido ou o centro de sua própria vida. Mesmo tendo uma vida e uma história, elas são vazias.
O perfil do homem combatente desenhado por São Paulo é a imagem daquele que não se torna passivo diante do mundo. Esse homem vive segundo a Verdade, relaciona-se com os outros conforme a Justiça, é sempre disposto a dar testemunho daquilo que acredita.

Saibamos dar um sentido a nossa vida. Não nos deixemos levar pelos ventos da história. Possamos construir nossos caminhos conforme a Verdade de nossa humanidade. Saibamos ser administradores de nossa própria casa, deixando que Deus seja o Senhor dela.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

“Entrar pela porta estreita”

Quarta feira da XXX Semana do Tempo Comum
29 de outubro de 2010


“Entrar pela porta estreita” (Lc 13,24)

A condição para a felicidade do homem vai muito mais além da fé que ele professa, implica um modo de ser e viver à Imagem de Cristo. Essa é a primeira condição para sermos reconhecidos na entrada de uma Vida que é Plena.
Jesus, sendo filho, se faz servo e mostra a verdadeira face do homem. Esse rosto é a senha de entrada para a Felicidade que tanto buscamos. Se criamos outras imagens pessoais que não seja a do Filho estaremos vivendo na ilusão de uma alegria passageira.

Que nós aprendamos a nos curvar e reconhecer em nós mesmos a Imagem do Filho presente em nós. Passar pela porta estreita implica curvar-se para enchergar a nossa verdadeira condição diante daquele que é o único Absoluto.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

“Ai de vós...”

Quinta feira da XXVIII Semana do Tempo Comum
16 de outubro de 2014



“Ai de vós...” (Lc 11,47)

Outro lamento de Jesus aos fariseus e mestres da Lei consiste no distanciamento entre o falar e o agir. Aqueles que se diziam seguidores de Deus não enxergavam a sua presença no mundo. Eles tinham criado um Deus à sua imagem e semelhança.
O mistério de Deus não é simples teoria, mas dinâmica que transforma a nossa vida e questiona as nossas seguranças. Em Cristo, essa dinâmica se faz humana e abre para nós um novo horizonte: o de transformar-nos em filhos no Filho.

Peçamos a graça de enxergar a presença de Deus em nosso meio. Que não pisemos as sementes de vida germinadas por Jesus, sabendo deixar transformar-se por esse mistério que revela à humanidade a sua verdadeira identidade: a Filiação Divina.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

“Ai de vós...”

Quarta feira da XXVIII Semana do Tempo Comum
15 de outubro de 2014


“Ai de vós...” (Lc 11,42)

Os lamentos de Jesus contra os farieus e os doutores da Lei consiste em uma ambiguidade presente na natureza humana. Estamos mais preocupados no “ter” e “fazer” do que em “Ser”, mais interessados com o que demontramos ser aos outros.
São Paulo nos alerta que tudo isso é fruto de alguém que vive segundo as “obras da carne”, segundo motivações, projetos e interesses meramente humanos. Esquecemos que os bens do mundo não podem nos aprisionar, mas serem instrumentos de nossa Felicidade
Que nós nos deixemos guiar pelo Espírito de Cristo. Ele que soube deixar de lado as suas vontades e conformar a sua vida ao projeto de Salvação do homem. Entregando-se ao mistério de Deus Pai, ele nos mostrou a nossa verdadeira Liberdade de Filhos.