quinta-feira, 16 de outubro de 2014

“Ai de vós...”

Quinta feira da XXVIII Semana do Tempo Comum
16 de outubro de 2014



“Ai de vós...” (Lc 11,47)

Outro lamento de Jesus aos fariseus e mestres da Lei consiste no distanciamento entre o falar e o agir. Aqueles que se diziam seguidores de Deus não enxergavam a sua presença no mundo. Eles tinham criado um Deus à sua imagem e semelhança.
O mistério de Deus não é simples teoria, mas dinâmica que transforma a nossa vida e questiona as nossas seguranças. Em Cristo, essa dinâmica se faz humana e abre para nós um novo horizonte: o de transformar-nos em filhos no Filho.

Peçamos a graça de enxergar a presença de Deus em nosso meio. Que não pisemos as sementes de vida germinadas por Jesus, sabendo deixar transformar-se por esse mistério que revela à humanidade a sua verdadeira identidade: a Filiação Divina.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

“Ai de vós...”

Quarta feira da XXVIII Semana do Tempo Comum
15 de outubro de 2014


“Ai de vós...” (Lc 11,42)

Os lamentos de Jesus contra os farieus e os doutores da Lei consiste em uma ambiguidade presente na natureza humana. Estamos mais preocupados no “ter” e “fazer” do que em “Ser”, mais interessados com o que demontramos ser aos outros.
São Paulo nos alerta que tudo isso é fruto de alguém que vive segundo as “obras da carne”, segundo motivações, projetos e interesses meramente humanos. Esquecemos que os bens do mundo não podem nos aprisionar, mas serem instrumentos de nossa Felicidade
Que nós nos deixemos guiar pelo Espírito de Cristo. Ele que soube deixar de lado as suas vontades e conformar a sua vida ao projeto de Salvação do homem. Entregando-se ao mistério de Deus Pai, ele nos mostrou a nossa verdadeira Liberdade de Filhos.

sábado, 23 de agosto de 2014

“Mas não façais como eles...”

Sábado da XX Semana do tempo Comum
23 de agosto de 2013


“Mas não façais como eles...” (Mt 23,3)

A crítica de Jesus aos fariseus e aos mestres da lei consistia na falta de coerência entre o que era anunciado e o que era vivido. A autoridade do Senhor era consequência de sua unidade, não havia distancias entre o ser e o viver. Um era reflexo do outro.
Quantas vezes nos fragmentamos porque buscamos falar e agir para agradar ou conquistar os outros. Tais ações nos dividem, criam em nós uma personalidade que não nos pertence e que, mais cedo ou mais tarde, se desmorona.
Aprendamos a viver na integridade e na verdade. Essa nos molda em função de uma vida única, onde não existem distâncias nem espaços de incoerência nem ambiguidade. Que o nosso agir seja reflexo de nosso ser para que nossa realidade nos leve à Verdade.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

“Faça-se em mim segundo a tua Palavra”

Memória de Nossa Senhora Rainha
22 de outubro de 2014


“Faça-se em mim segundo a tua Palavra” (Lc 1,38)

A realeza de Maria se revela em sua humildade. Ela não se rebaixa diante dos planos de Deus, mas reconhece o seu lugar diante do Senhor. Com o seu sim, ela se conforma ao Plano da Salvação apresentado pelo Anjo. Um plano que ia além de suas categorias pessoais.
Realizamos um caminho contrário quando nos afirmamos senhores últimos de nossas próprias vidas. Buscando esse senhorio pessoal acabamos escravos de nossos próprios interesses e instintos. Acabamos presos e escravos de nós mesmos.
Aprendamos a viver integralmente a nossa liberdade. Essa consiste em caminhar em direção à nossa felicidade vivendo segundo a nossa verdade. Eis a realeza humana, a capacidade de reconhecer-se humano capaz de portar consigo o Divino.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

“Muitos são os chamados, mas poucos são os escolhidos”

Quinta feira da X Semana do tempo Comum
21 de agosto de 2014

“Muitos são os chamados, mas poucos são os escolhidos” (Mt 22,14)

Muitos são chamados para estarem em comunhão com Deus. Nem todos, porém, possuem as vestes adequadas para participar dessa alegria. Essas vestes representam a nossa configuração ao Filho a nossa participação à sua vida.
Quantas vezes antepomos os nossos projetos aos planos de Deus. Quantas vezes não ouvimos as propostas de Deus porque nossos “negócios” são muito mais atraentes e imediatos. Precisamos aprender a vestir-se com os sentimentos do Filho.
Dai-nos, Senhor, a graça de viver segundo os seus planos. Que os sentimentos do Filho possam nos cobrir e modelar a nossa vida segundo os projetos do Pai. Com essas vestes, entremos na alegria da comunhão plena com Deus.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

“Deles é o Reino dos Céus”

Segunda feira da X Semana do Tempo Comum
9 de junho de 2014

 
“Deles é o Reino dos Céus” (Mt 5,3)

As bem-aventuranças não são consolações de um mundo futuro. Ela apresenta a lógica de Deus que nem sempre está conforme à lógica do mundo. Serão felizes os que souberem compreender e entrar nessa dinâmica de vida nova.
O cristão não é aquele que sofre neste tempo esperando se alegrar em um mundo futuro, mas é aquele que descobriu que nenhuma conquista deste mundo o pode satisfazer plenamente. Que a única e verdadeira paz consiste em conformar a sua vida ao Senhor.
Saibamos descobrir a alegria de seguir os passos do Senhor. Uma alegria que não é isenta de dores ou provas, mas que nos educa a amar verdadeiramente aquilo que é importante. Essa alegria o princípio do Reino dos Céus do qual já participamos, mas não plenamente.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

“Para que todos sejam um”

Quinta feira da VII Semana do Tempo Comum
05 de junho de 2014


“Para que todos sejam um” (Jo 17,20)

A oração da unidade, realizada pelo Senhor revela o projeto de Deus para a humanidade que vive em relação. Essa unidade é fundada no amor do Pai com Filho na Trindade, amor que é vínculo sem confundir ou transformar o que é diverso.
Caminhamos entre dois perigosos: ou amamos a tal ponto de perder a nossa identidade, conformando-se ao objeto desejado, ou nos tornamos indiferentes ao que está fora, fazendo do mundo uma extensão de nós. Isso acontece com ideias, comportamentos, coisas e pessoas.
Saibamos compreender que o amor desejado por Cristo nos faz um com o mundo, sem perder a nossa individualidade, em uma sana tensão entre um Eu e um Tu diversos, mas unidos. Essa unidade implica a busca de um único fim, fundada em uma mesma Verdade.