segunda-feira, 9 de junho de 2014

“Deles é o Reino dos Céus”

Segunda feira da X Semana do Tempo Comum
9 de junho de 2014

 
“Deles é o Reino dos Céus” (Mt 5,3)

As bem-aventuranças não são consolações de um mundo futuro. Ela apresenta a lógica de Deus que nem sempre está conforme à lógica do mundo. Serão felizes os que souberem compreender e entrar nessa dinâmica de vida nova.
O cristão não é aquele que sofre neste tempo esperando se alegrar em um mundo futuro, mas é aquele que descobriu que nenhuma conquista deste mundo o pode satisfazer plenamente. Que a única e verdadeira paz consiste em conformar a sua vida ao Senhor.
Saibamos descobrir a alegria de seguir os passos do Senhor. Uma alegria que não é isenta de dores ou provas, mas que nos educa a amar verdadeiramente aquilo que é importante. Essa alegria o princípio do Reino dos Céus do qual já participamos, mas não plenamente.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

“Para que todos sejam um”

Quinta feira da VII Semana do Tempo Comum
05 de junho de 2014


“Para que todos sejam um” (Jo 17,20)

A oração da unidade, realizada pelo Senhor revela o projeto de Deus para a humanidade que vive em relação. Essa unidade é fundada no amor do Pai com Filho na Trindade, amor que é vínculo sem confundir ou transformar o que é diverso.
Caminhamos entre dois perigosos: ou amamos a tal ponto de perder a nossa identidade, conformando-se ao objeto desejado, ou nos tornamos indiferentes ao que está fora, fazendo do mundo uma extensão de nós. Isso acontece com ideias, comportamentos, coisas e pessoas.
Saibamos compreender que o amor desejado por Cristo nos faz um com o mundo, sem perder a nossa individualidade, em uma sana tensão entre um Eu e um Tu diversos, mas unidos. Essa unidade implica a busca de um único fim, fundada em uma mesma Verdade.

terça-feira, 3 de junho de 2014

“Consagra-lhes na Verdade”

Quarta feira da VII Semana de Páscoa
04 de junho de 2014


“Consagra-lhes na Verdade” (Jo 17,17)

A oração de Jesus pelos seus revela a verdadeira identidade do cristão. Ele está no mundo, se submete às suas realidades, mas vive com os olhos fixos em Deus. Essa é a verdadeira consagração, saber distanciar-se de tudo o que é relativo em função do que é Absoluto.
O conceito de mundo para João implica todas as realidades que se opõem ao mistério de Deus. O primeiro inimigo hoje é o relativismo. Não existe verdade objetiva, tudo é reduzido ao indivíduo. Nesse contexto, a justiça e o direito estão ameaçados.
Entremos nessa mesma oração do Senhor. Saibamos consagrar-se na Verdade. Ela nos faz viver no mundo, não se permitindo subjugar pelos seus princípios e valores. Que nós saibamos fazer o contrário, ser para o mundo de hoje colaboradores e reflexos dessa Verdade.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

“Eu não estou só, o Pai está comigo”

Segunda feira da VII Semana de Páscoa
2 de junho de 2014


“Eu não estou só, o Pai está comigo” (Jo 16,32)

A vitória de Cristo sobre o mundo se define pela sua fidelidade ao amor do Pai. Ele vence todas as tribulações porque sabe continuar olhando para o que é essencial. Mesmo no abandono e na solidão humana ele se sente firme, por que sabe que nunca está sozinho.
Quantas vezes nos dispersamos em tantas verdades porque tememos abraçar a única certeza: a que Deus Pai nos ama de forma incondicional. Tememos precisamente porque essa certeza implica andar contrário à cultura das massas, das convenções, do mais fácil e agradável...
Que nós experimentemos, mesmo em nossas tribulações, a presença amorosa do Pai que nos acompanha e educa, sempre. Descubramos essa presença para superar todas as tribulações, olhando para uma única certeza: somos filhos amados de Deus.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

“Ninguém poderá retirar a vossa alegria”

Sexta feira da VI Semana da Páscoa
30 de maio de 2014


“Ninguém poderá retirar a vossa alegria” (Jo 16,22)

A imagem da mulher que sente as dores do parto e concebe um filho é o melhor ícone para compreender essa transformação de nossa tristeza em alegria. Essa transformação, realizada plenamente no mistério da cruz, nos ajuda a visualizar o sentido de nossa libertação.
O sofrimento deve ser visto como a geração de uma nova realidade. Ele apresenta a possibilidade do homem de reconhecer as suas limitações e potencialidades. Quando resistimos e lutamos, somos mais fortes. Mesmo quando não vencemos, crescemos em algo.
Essa alegria que nasce desse crescimento é plena porque não é passageira ou material, nem criada por mãos humanas. Ela é plena por que nos forma e nos faz crescer, conformando-nos à vida daquele que se fez homem e nos ensinou o caminho para Deus.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

“A vossa tristeza se transformará em alegria”

Quinta feira da VI Semana de Páscoa
29 de maio de 2014


“A vossa tristeza se transformará em alegria” (Jo 16,20)

Deus não elimina os nossos sofrimentos. Ele faz melhor, os transforma em alegria. Essa é a dinâmica da cruz. É a potência de um sofrimento capaz de revelar ao homem a sua verdadeira identidade e o seu único fim.
A maior angústia humana são os momentos de dor em que não se “vê” a presença do Senhor, como se ele nos abandonasse. É precisamente nesses momentos que nos encontramos com as nossas limitações e fraquezas. É no sofrimento que nos entendemos como criatura.
Que nós, pelas nossas limitações, possamos participar ativamente do mistério da cruz do Senhor. Esse é uma dinâmica de esperança porque nos faz reconhecer nossa limitação e nos abrir a um poder que nos supera, que é capaz de sempre gerar Vida Nova.

"O Espírito da Verdade vos guiará à Verdade Plena"


Quarta feira da VI Semana da Páscoa
28 de maio de 2014

“O Espírito da Verdade
vos guiará à Verdade Plena” (Jo 16,13)

O Espírito nos guia à Verdade plena porque humanamente não podemos compreender todo o mistério de Cristo. O seu Projeto de Salvação vai muito além de um fato, mas é uma dinâmica que nós devemos entrar e assumir. Mas isso requer tempo.
Vivemos em um mundo de muitas palavras e poucos conceitos, muitas ideias e pouca compreensão. Não entendemos que só no Espírito de Deus podemos compreender todo o sentido de nossa vida, que vai muito além de nossos projetos e expectativas.
Que o Senhor nos dê a paciência para compreender os nossos caminhos. Deixemos de lado a pretensão de eliminar todos os nossos problemas imediatamente. Entremos na dinâmica do Espírito da Verdade que nos faz participar cada vez mais da Vida em Cristo.