quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

“Eu quero: fica curado”

Quinta feira da I Semana do Tempo Comum
15 de janeiro de 2015


“Eu quero: fica curado” (Mc 1,41)

O interesse fundamental de Jesus não é apresentar a sua própria divindade, mas revelar ao homem que a salvação está mais próxima do que ele imagina. Aquele leproso foi curado porque ele soube curvar-se diante dessa realidade.
Deus sempre está pronto para nos dar a felicidade de uma vida plena. Porém, é preciso reconhecer que ela já está diante de nós. Não precisamos construí-la com nossas próprias forças, mas descobri-la. Entretanto, é preciso curvar-se...
Colocar-se de joelhos significa reconhecer a grandeza daquele que está diante de nós, sua grandeza e nossa pequenez. Aqui se encontra o início da redenção de um homem acostumado a sentir-se Deus: reconhecer-se criatura para conhecer o Criador.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

“Ele se aproximou, segurou sua mão e ajudou-a a levantar-se”

Quarta feira da I Semana do Tempo Comum
14 de janeiro de 2015



“Ele se aproximou, segurou sua mão e ajudou-a a levantar-se” (Mc 1,31)

Jesus transforma a vida daquela mulher porque foi capaz tocar o seu sofrimento. Ele se aproxima para reconhecer a sua fragilidade. Tocando-a, ele sente na própria pele as limitações do outro. É nesse toque que se realiza o milagre.
Só assim podemos compreender o mistério da encarnação. Deus se faz homem para revelar o homem a si mesmo. Ele se assemelha a nós em tudo para nos mostrar que em nossa humanidade podemos encontrar Deus.
Tocando em nossas feridas, ele é capaz de transformá-las em mistério de ressurreição. A força que necessitamos é presente em nossa vida. É preciso descobri-la e manifestá-la. Eis o nosso grande passo: Deixar-se tocar por Deus.

sábado, 29 de novembro de 2014

“Ficai atentos e orai a todo momento”

Sábado da XXXIV Semana do Tempo Comum
29 de novembro de 2014



“Ficai atentos e orai a todo momento” (Lc 21,36)

Neste último dia do ano litúrgico, somos convidados a pensar não sobre o fim do mundo, mas sobre a brevidade de nossa vida. Diante dela, somos chamados a refletir sobre o que é mais importante em nossa caminhada. Somos impelidos a fixar os olhos no essencial.
Quantas vezes, nos preocupamos com tantas coisas menores e esquecemos que o principal de nossa vida não é material ou destrutível. O essencial é algo que ultrapassa todas essas coisas e é eterno. Para nós que cremos, esse centro é Deus.

Saibamos colocar diante de nossos olhos o que é fundamental. Deixemos que as outras coisas, pessoas ou ideias venham como instrumento que nos encaminhem para a Vida Plena. Tenhamos claro o nosso ponto de chegada para caminhar de forma de forma coerente.

sábado, 8 de novembro de 2014

“Ninguém pode servir a dois senhores”

Sábado da XXXI Semana do Tempo Comum
8 de novembro de 2014



“Ninguém pode servir a dois senhores” (Lc 16,13)

O discurso de Jesus sobre as riquezas materiais não visa condená-las ou demonizá-las, mas colocá-las em seu devido lugar. As riquezas não podem dominar o homem, assumindo o senhorio de sua vida. Elas são meios relativos para o único Absoluto em nossa história.
São Paulo nos mostra que a verdadeira riqueza do homem é estar em comunhão com Deus. Dessa forma, a alegria do cristão não está condicionada ao ter coisas, mas a um modo de ser fundado na liberdade. Ela nos aponta para o que é realmente importante na Vida.

Que nós aprendamos a ordenar a nossa vida segundo valores bem precisos. Que as coisas deste mundo não nos sufoquem, mas sejam caminhos livres para o que é realmente importante. Conscientes do que é Absoluto, possamos definir como relativo todo o resto.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

“Eles não foram capazes de responder”

Sexta feira da XXX Semana do Tempo Comum
31 de outubro de 2014



“Eles não foram capazes de responder” (Lc 14,6)

Por natureza, o homem tende a apegar-se a coisas, pessoas ou ideias. Com essa dependência, ele corre o risco de tornar-se escravo dessas realidades. O silêncio dos fariseus revelava uma compreensão limitada da Lei por parte deles. Eles eram escravos...
Somente o Amor nos torna capazes de discernir o que é melhor para nós e para os outros. Esse é o critério fundamental porque nos mostra que o sentido de ser e viver do homem é a sua Vida Plena. Ela é o ponto de partida de toda caminhada existencial.

Encherguemos esse ponto de partida. Fujamos de tudo aquilo que nos faz escravos. Deixemos que o Amor a Deus e ao próximo nos faça verdadeiramente livres diante daquilo que é realmente importante: uma vida livre e plena.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

“Eis que vossa casa ficará abandonada”

Quinta feira da XXX Semana do Tempo Comum
30 de outubro de 2014



“Eis que vossa casa ficará abandonada” (Lc 13,35)

A profecia de Jesus não é somente direcionada ao povo judeu que perderia o seu Templo e o Messias. Ela é destinada a todo homem que não conseguiu reconhecer o sentido ou o centro de sua própria vida. Mesmo tendo uma vida e uma história, elas são vazias.
O perfil do homem combatente desenhado por São Paulo é a imagem daquele que não se torna passivo diante do mundo. Esse homem vive segundo a Verdade, relaciona-se com os outros conforme a Justiça, é sempre disposto a dar testemunho daquilo que acredita.

Saibamos dar um sentido a nossa vida. Não nos deixemos levar pelos ventos da história. Possamos construir nossos caminhos conforme a Verdade de nossa humanidade. Saibamos ser administradores de nossa própria casa, deixando que Deus seja o Senhor dela.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

“Entrar pela porta estreita”

Quarta feira da XXX Semana do Tempo Comum
29 de outubro de 2010


“Entrar pela porta estreita” (Lc 13,24)

A condição para a felicidade do homem vai muito mais além da fé que ele professa, implica um modo de ser e viver à Imagem de Cristo. Essa é a primeira condição para sermos reconhecidos na entrada de uma Vida que é Plena.
Jesus, sendo filho, se faz servo e mostra a verdadeira face do homem. Esse rosto é a senha de entrada para a Felicidade que tanto buscamos. Se criamos outras imagens pessoais que não seja a do Filho estaremos vivendo na ilusão de uma alegria passageira.

Que nós aprendamos a nos curvar e reconhecer em nós mesmos a Imagem do Filho presente em nós. Passar pela porta estreita implica curvar-se para enchergar a nossa verdadeira condição diante daquele que é o único Absoluto.