sábado, 19 de outubro de 2013

“Ai de vós...”

Quarta feira da XXVIII Semana do Tempo Comum
16 de outubro de 2013

“Ai de vós...” (Lc 11,42)

A dura crítica que Jesus realiza aos fariseus e aos doutores da lei esta na exteriorização da vida e no esquecimento daquilo que é fundamental: a justiça e a caridade. Somos capazes de fazer de tudo, mas esquecemos de nos questionar: por quê?
Muitas vezes, pensamos que seremos felizes apenas pelo fato de cumprir o mínimo necessário da Lei de Deus. Por trás disso esconde-se um legalismo que nega a ação de Deus e centra-se na responsabilidade absoluta do homem que se torna Senhor, Servo e Juiz.
Olhemos para a estrada da vida que é guiada pela Luz da Palavra. Vejamos nela não somente as “margens” do mínimo necessário, mas o espaço em que podemos exercer a nossa liberdade. Nele podemos ser agentes diretos da justiça e do a amor.

“E tudo ficará puro para vós”

Terça feira da XXVIII Semana do Tempo Comum
15 de outubro de 2013

“E tudo ficará puro para vós” (Lc 11,41)

A verdadeira pureza, ensinada por Jesus, vem de dentro. Ela não substitui, mas fundamenta e antecipa a pureza que devemos manifestar. Ela não é uma ação humana, mas o produto de uma conformação do homem com Deus por meio do amor.
Gostamos muitas vezes de transparecer com uma bela fachada, adoramos modelar esse exterior para agradar àqueles que passam por nossa vida. Ao fazer isso, esquecemos que dentro há muito mais trabalho a ser feito, muitas sujeiras escondidas.
Saibamos realizar uma grande limpeza sob a luz do Cristo, lançando fora tudo o que é supérfluo, permanecendo somente com o essencial. Preparemo-nos para receber Alguém que não se contenta em ficar só na porta, mas deseja entrar e permanecer conosco.

“Não lhe será dado outro sinal”

Segunda feira da XXVIII Semana do Tempo Comum
14 de outubro de 2013

“Não lhe será dado outro sinal” (Lc 11,29)

Jesus nega um novo sinal precisamente porque nele, tudo se revela e torna-se claro. Toda a história da salvação encontra em sua pessoa o seu ponto de convergência. Nele, todo o percurso salvífico encontra a sua plenitude.
Quantas vezes provamos queremos provar o amor de Deus pedindo-lhes novos sinais? Ao pedir isso, esperamos que ele se revele segundo às nossas categorias, que ele se subordine às nossas vontades. Pedir um novo sinal, significa negar o sentido de sua própria Vida.
Olhemos para a nossa história e saibamos reconhecer a presença de Deus nesse percurso. Em Cristo se encontra o sinal que tanto buscamos. Nele, está a síntese de um caminho que tem como fim a vida plena.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

“Quando orardes dizei: Pai...”

Quarta feira da XXVII Semana do Tempo Comum
09 de outubro de 2013

“Quando orardes dizei: Pai...” (Lc 11,2)

A oração ensinada por Jesus, não apresenta somente um modelo prece, mas uma relação. Deus deixa de ser um Senhor frio e distante daquele que ora. Ele torna-se Pai que ama e provê o necessário para os seus Filhos.
Como Filhos, devemos ter confiança naquele que é Pai. Não precisamos viver preocupados em acumular, no amanhã, em se tornar senhores de si. Temos um Deus providencia, nos dando tudo aquilo que temos necessidade.
Somente quando confiamos nesse Deus que é Pai, aprenderemos a viver de forma mais livre. Seremos independentes dos senhores do mundo que querem domínio e do senhorio de nós mesmos, na busca desenfreada pela posse do que ainda não se tem.

“Marta estava preocupada com o serviço”

Terça feira da XXVII Semana do Tempo Comum
08 de outubro de 2013

“Marta estava preocupada com o serviço” (Lc 10,40)

Marta é repreendida não porque servia ou trabalhava no lugar de estar diante do Senhor, mas porque perdeu de vista aquilo que é essencial em suas ações. Ela esqueceu que o serviço não é um “fazer para”, mas um “ser com...”.
Em um mundo submergido por tantas atividades, corremos o risco de esquecer aquilo que é fundamental em nossa existência. A questão não é largar tudo para viver do essencial, mas saber fazer todas as coisas à luz desse princípio.
Saibamos concentrar a nossa vida naquilo que é realmente importante. Aproveitemos de tudo o que faz bem a nós e aos outros sem deixar de lado o essencial. Não é uma questão de escolha, mas de fundamentação dos nossos atos ao que é mais importante.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

“Eis aqui a serva do Senhor”

Nossa Senhora do Rosário
Segunda, 7 de outubro de 2013

“Eis aqui a serva do Senhor” (Lc 1,38)

Maria é protagonista na nova criação porque é capaz de dizer um “sim”, contrário ao “não” pronunciado por Eva no início de nossa humanidade. É por isso que ela pode ser criada como agente da nova criação, fundada na conformação do homem ao seu criador.
Quantas vezes queremos nos colocar como senhores da realidade em que vivemos. Todas as coisas tornam-se objeto de minhas projeções e vontades. Acabamos por esquecer que muita coisa foge à nossa compreensão, que somos frutos de um projeto maior.
Dai-nos, Senhor, um coração de serviço. Que saibamos nos colocar como protagonistas na criação, mas segundo os Teu projeto. Que os nossos “nãos” nunca sejam maiores que aquele “sim” que devemos dar à vontade de Deus em nossas vidas.

“Alegrai-vos de que os vossos nomes estejam escritos nos céus”

Sábado da XXVI Semana do Tempo Comum
5 de outubro de 2013

“Alegrai-vos de que os vossos nomes estejam escritos nos céus” (Lc 10,20)

A alegria cristã não se resume às obras que podemos realizar, mesmo as mais honrosas em nome de Deus. Essa capacidade é fruto de uma alegria muito maior: estamos em comunhão com Deus e agimos segundo o seu projeto.
Somente quando estamos em comunhão com Deus podemos agir segundo Ele, porque aprendemos dele o caminho a seguir. Esse caminho parece simples, mas de tão simples corre o risco de ser esquecido. Preferimos buscar a complexidade de nossos raciocínios.
Que nós saibamos reconhecer a presença do nosso nome diante de Deus. Esse nome implica, ao mesmo tempo, uma honra e uma missão. Somos eleitos por Deus e nosso caminho deve conformar-se a essa eleição, isto é, descobrir o porque e o fim deste nome.